Em 2018, rachaduras, buracos e terremotos ligados às atividades de mineração de sal-gema causaram enormes danos a ruas, casas e edifícios em vários bairros de Maceió, capital do estado de Alagoas, no nordeste do Brasil.
Desde que os tremores relacionados às atividades de mineração de sal começaram na área, os moradores dos bairros de Maceió relataram rachaduras em prédios e estradas, além do surgimento de buracos. Muitos moradores foram obrigados a deixar suas casas por medo de que o prédio desabasse ao seu redor.
Um relatório do serviço geológico brasileiro, divulgado em maio de 2019, culpou a mineração de sal nas proximidades pelo Grupo Braskem, a maior empresa petroquímica do Brasil, pelos danos à integridade estrutural da propriedade em Maceió.
Desde 2020, a Pogust Goodhead está entrando com uma ação na justiça holandesa contra a empresa brasileira (Braskem S.A.) e algumas de suas subsidiárias holandesas envolvidas no financiamento das atividades de mineração que levaram ao desastre socioambiental em Maceió.
Em setembro de 2022, os tribunais holandeses rejeitaram os argumentos da Braskem contra a jurisdição, o que significa que o caso agora será ouvido na Holanda, onde a empresa tem sua sede europeia.
Em julho de 2024, o tribunal holandês publicou sua decisão sobre o mérito, reconhecendo, de forma histórica, que a Braskem S.A. é diretamente responsável por todos os danos sofridos pelos autores da ação. Ambas as partes informaram ao tribunal que recorrerão da decisão. O julgamento dos recursos está previsto para ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027.
A Pogust Goodhead está buscando responsabilizar o Grupo Braskem pelos danos contínuos causados por suas ações.
